“MAURO” RECEBIA EM MÉDIA R$ 3,5 MIL POR CADA CELULAR QUE ERA REPASSADO PARA DETENTO. DIRETOR ADJUNTO FOI FLAGRADO PELAS CÂMERAS DE MONITORAMENTO DO IAPEN.

A Polícia Penal com apoio da Gerência de Inteligência (GINT) , com apoio da Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco), prendeu na manhã desta segunda-feira 10/11, um funcionário da escola São José que funciona dentro do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN).

A prisão aconteceu graças a um longo período de trabalho investigativo e de inteligência sobre um esquema de corrupção no sistema penitenciário. Foram dois meses que intensos trabalho que culminaram com a prisão do Diretor Adjunto da Escola São José, Mauro Luiz Ferreira da Silva de 54 anos de idade .

Mauro foi preso na manhã desta segunda-feira , no seu local de trabalho e responderá pelos crimes de associação para o tráfico, corrupção ativa , ingresso de aparelho de comunicação em unidade prisional . Segundo as investigações Mauro recebia um valor de R$ 3,5 mil por cada celular que repassava para preso , em vídeos do sistema de monitoramento, é possível ver as imagens do circuito interno de segurança Mauro na companhia de um detento momento em que repassa uma cueca a um interno do IAPEN, que veste a cueca e em seguida coloca cerca de 5 aparelhos de telefone celulares na cintura , toda a ação foi gravada .

As investigações apontam que Mauro repassava ilícitos, como drogas e celulares, para um determinado preso, pertencente à facção conhecida como Família Terror. Durante dez dias, foi possível observar, por meio de filmagens, a atuação dos dois indivíduos em prol da facção, que, ao receber o material ilícito, o comercializava dentro do sistema penitenciário.

Nos vídeos, é possível ver a entrega de uma cueca com drogas e cerca de 40 celulares que foram repassados no decorrer dos dias.

Vale ressaltar que, como consequência dos atos do então Professor, pode ter ocorrido um dano colateral social com o fortalecimento do crime organizado dentro do sistema prisional. Isso causa para todos um prejuízo inestimável, que tem como consequências ordens de execuções, golpes, extorsões e as diversas formas de comando do crime organizado através dos celulares.

Após toda a investigação e coleta de informações que confirmaram os atos criminosos do Diretor Adjunto, conhecido como Professor Mauro, foi solicitada ao Judiciário sua prisão preventiva, sendo assim cumprido seu mandado de prisão hoje pela Polícia Penal, no interior da Escola São José.

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