
Luanderson Alves, o “Caçula”, integrante de prestígio e da linha de frente da campanha à reeleição do prefeito Furlan em Macapá, teve a prisão decretada pela Justiça, mas foi revogada pelo período eleitoral.
Numa iniciativa ousada e desafiando as autoridades policiais e eleitorais, o candidato a vereador, Luanderson Alves, o “Caçula”, reapareceu pedindo votos, especialmente no Conjunto Macapaba, onde é líder do prefeito Furlan, na zona norte da capital. Ele é investigado pela Polícia Federal (PF) por ter a campanha financiada por uma facção criminosa, e estaria coagindo eleitores com o objetivo de garantir votos e eleger seu aliado na prefeitura.

Em vídeo, o candidato que teve a prisão preventiva revogada pelo período eleitoral, evitou mencionar o prefeito Furlan, até então presença constante em sua campanha, e diz que tudo foi orquestrado por adversários políticos, ignorando a investigação e o trabalho do setor de Inteligência da PF e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (FICCO/AP), que também aponta Caçula como um dos organizadores de uma fuga de faccionados do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
“Alô Macabapa, conto com o apoio de vocês. Estou aqui firme e forte, porque a turma do atraso tentou atrasar nossas vidas”, disse em vídeo que circula nas redes sociais.

Luanderson Alves foi alvo da Operação Herodes no dia 20 de setembro. De acordo com a investigação policial, como forma de fortalecer a campanha do candidato da facção, criminosos estariam ameaçando os moradores das áreas dominadas pelo tráfico a votar na pessoa indicada por eles.
Moradores do habitacional vivem o medo de se manifestar e contam que integrantes de facções seguem coagindo os eleitores a votarem em candidatos específicos nas eleições da capital.
O investigado pode responder pelos crimes de coação eleitoral, compra de votos, tráfico de drogas, lavagem de capitais e organização criminosa. Se condenados, as penas somadas ultrapassam os 40 anos de reclusão mais pagamento de multa.
