DELEGADO SIDINEY LEITE FOI CONDENADO A DEZ ANOS DE PRISÃO E A PERDA DA FUNÇÃO PÚBLICA POR ASSOCIAÇÃO A FACÇÃO CRIMINOSA.

O Juíz da 3º Vara Criminal de Macapá Luís Conservani condenou o Delegado ex-titular da Delegacia de Tóxico e Entorpecentes (DTE) Sidney Leite a 10 anos e 2 meses de prisão em regime fechado por associação a facção criminosa Família Terror do Amapá.

A sentença saiu nessa segunda-feira 30/09, Sidney Leite foi alvo da Operação Queda da Bastilha em setembro de 2022 onde a Polícia Federal e Gaecco que investigaram esquema para soltura em regime domiciliar de um dos líderes e fundador da Família Terror do Amapá de nome Ryan Michele o “Tio Chico” que se encontra hoje preso em Penitenciária Federal.
As investigações começaram após a apreensão de um telefone celular dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá, e vários outros telefones que foram apreendidos em operações posteriores. As investigações descobriram através de dados de transferências bancárias e conteúdos de mensagens foi possível identificar trocas de mensagens entre Ryan Menezes líder da facção criminosa que estava na época preso no IAPEN com o então titular da DTE Sidney Leite.

O MP pediu a condenação do delegado pelos crimes de pertinência a organização criminosa e exploração de prestígio.
Em uma conversa obtida em reanálise da extração de dados também foi obtido um diálogo onde Ryan solicitou ao acusado a intervenção junto a um membro do Poder Judiciário para que conseguisse a soltura de um conhecido, fazendo menção de que poderia dar R$ 30 mil ao delegado por essa intermediação.
Em outra conversa por aplicativo de mensagens, anexadas à denúncia, mostram que o delegado ficou de providenciar um apartamento para Ryan morar assim que saísse da penitenciária, além de um carro blindado. Os diálogos também deixam claro que o traficante pretendia fugir para Mato Grosso do Sul.


Sidney Leite foi preso preventivamente em setembro de 2022 e ficou no Centro de Custódia do bairro Zerão, em Macapá. Ele era candidato a deputado estadual e obteve 91 votos no pleito do dia 2 de outubro.
A 2ª fase da operação ‘Queda da Bastilha’ apreendeu dois celulares em celas onde estavam o delegado a um policial penal já presos pela PF no mesmo caso. Os aparelhos estavam escondidos em um livro e dentro de um aparelho de rádio.
No mesmo dia, policiais apreenderam um carro blindado que pode ter feito parte da negociação entre o delegado e o detento.
A Operação Queda da Bastilha investiga uma organização criminosa responsável por diversos crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsidade ideológica, prevaricação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro dentro e fora do Iapen.

Em trechos da sentença o magistrado pontua a função pública do Delegado por estar em linha de frente de combate ao crime e que pra essa função a lisura e uma conduta ilibada . Além de pontuar também em trechos que Sidney Leite se predispõe fornecer informações ao líder de facção utilizando de suas funções. Veja trecho:

De todo modo, é clarividente a incompatibilidade do exercício da função pública de delegado de polícia, cujo nobre
mister exige lisura e conduta ilibada, justamente por estar na linha de frente no combate à criminalidade, e uma condenação por integrar a maior organização criminosa em atuação neste Estado, a denominada “Família Terror do Amapá”, notadamente quando o acusado se predispunha a utilizar a sua função para dar informações privilegiadas ao líder daquela facção, bem como para atuar em seu favor perante membros do Poder Judiciário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × 4 =